Uma rodoviária chamada Santos Dumont

09/08/2011

O retorno a São Paulo era para coroar o final de semana perfeito de muito sol na praia de Ipanema no Rio de Janeiro, mas… o nevoeiro que assolou a cidade ontem não permitiu! Marquei a passagem pras 7h30, cedo o suficiente para voltar pra terra da garoa, chegar em casa, desarrumar a mala, botar a roupa de trabalho e ir pro escritório às 10h. Pensei “se der aquele problema do aeroporto ficar fechado, até meio-dia com certeza já estarei em SP”. É que eu tinha um evento para cobrir e fazer matéria. Coisa importante.

Fiz meu check-in, me encaixaram pro voo das 8h10 e fui pro portão 6 pensando “ah, tá tudo sob controle, daqui a pouco o sol esquenta e derrete esse nevoeiro”. E nada. Tudo branco como a neve. De lá, só saí quando deu vontade de ir ao banheiro, 3 horas depois. E passei o ridículo de pedir pro senhor sentado ao meu lado guardar o lugar pra mim, tamanho era o meu medo de ficar sem um assento confortável pelas próximas horas que me aguardavam.

Aquele salão de embarque foi se enchendo de tal forma que, lá pelas tantas, começou a se assemelhar assustadoramente a uma certa rodoviária… essa mesma, do Tietê! Era um formigueiro de gente espalhada pra tudo quanto é lado: cadeiras, mesinhas, pelo chão. Um festival de laptops, celulares, iPads, smartphones, gente disputando tomada para plugar a bateria que já devia estar acabando. Mulher amamentando nenê, executivo arrancando a gravata. Crianças tentando brincar no meio da bagunça. Gente chegando com barra de chocolate, jornal, revista e eu…

… morrendo de sono, de óculos escuro para tentar tirar um cochlinho, sem internet no celular (preciso providenciar isso logo!), com medo de ligar meu iPod e perder alguma informação importante a ser anunciada pelos auto-falantes, e totalmente sem concentração para ler.

De tempos em tempos, uma ponta de esperança surgia: “Atenção passageiros, a Infraero informa: o aeroporto Santos Dumont permanece fechado por questões meteorológicas”. Humpf! Aí não teve jeito, liguei pra minha chefe, expliquei o que tava acontecendo e a pobre estava no hospital com o filho bebê internado, tadinho! Falei com uma colega do escritório que gentilmente se prontificou a cobrir o evento pra mim, caso eu não chegasse a tempo.

Deu 11h30 e bateu a fome. Abandonei meu assento e fui esticar as pernas, atrás de um lugar pra beliscar algo. Fui atrás da única lanchonete do recinto. Se eu contar que a fila me lembrava aquela do INPS, vocês acreditam?!?! Pois é, levei uns 20 minutos pra ser atendida, mas garanti um pão de queijo murcho, um pão de batata solado e um brownie de chocolate delicioso. É nessas horas que a gente percebe que falta TV, bebedouro, mais cafeterias, assentos e as falhas no sistema de ar-condicionado ficam evidentes…

A essas alturas o aeroporto já estava funcionando, mas 1/3 dos voos tinham sido ou cancelados ou estavam atrasados. O avião que me levaria de volta tinha previsão de pouso para 12h10. Passou para 12h30. Quando eu ouvi essa mensagem, não me contive e soltei um belo dum palavrão e o senhor do meu lado concordou comigo. Portão de embarque mudou pro andar de baixo e o caos tomou proporções ainda maiores. Lá vai a boiada descer a escada rolante. Aí tá todo mundo lá na fila indiana esperando pacientemente pelo busão da Infraero nos levar pra aeronave. A primeira turma saiu. E o busão não voltava pra pegar o resto da galera. Na fila, a moça atrás de mim começou a discutir fortemente a relação com seu namorado pelo celular. “Por que você tem sempre que agir assim toda vez que eu volto pra SP? Eu não quero mais falar com você. Eu já vou embarcar.” E ficou nessa lenga-lenga até de fato embarcarmos, o que aconteceu acho que 1 hora depois.

Quando a gente já tá lá na frente, chega uma senhorinha e pergunta: “É aqui o portão do voo 1519?” E aí a atendente responde “Não, senhora, este aqui é o voo 1509”. E ela: “Eu vou chamar o meu marido”. Aí vem o senhorzinho dizendo “Deve ser tudo junto…”. E ficaram lá os dois, no direito de atendimento preferencial iniciando o tumulto no embarque. De repente, eis que chega um aparente distinto senhor de 1,90m de altura, com a perna quebrada e bengalas. Com uma voz de locutor de rádio, iniciou seu discurso. “Com licença. Eu estava lá em cima aguardando meu voo, mas me disseram que o embarque será feito aqui. Por favor, qual é o portão e o horário desse voo?” Aí o atendente, que já estava super cansado, falou educamente: “Senhor, não tenho como lhe passar essas informações no momento. Sua aeronave já se encontra em solo, mas ainda não há uma definição.” De repente, toda aquela educação foi pro saco. “Escuta aqui, eu não tenho nada a ver com isso. Eu exijo essa informação. Eu não tenho condições de ficar pra cima e pra baixo, pulando de um portão para o outro. Essa companhia aérea é uma m$%&#. E você, você é um m$%#& também!!!” Começou a esbravejar. O casal de senhores se afastou, horrorizado, e eu já fui logo me encolhendo achando que o sujeito partiria pra agressão. Ainda bem que o atendente não retrucou e ficou no “deixa disso”.

Finalmente, às 14h30 chegou o ônibus que nos levou pro avião e às 15h decolamos… com um “breve” atraso de 7h20 (se tivesse voltado de busão, tinha chegado quase na mesma hora).Voo lotado. Vista linda, não dá pra negar. Consegui ligar meu iPod e cochilar um pouquinho. E quando cheguei a São Paulo, ainda consegui pegar 40 minutos do tal evento que tinha que cobrir. Ah, Rio de Janeiro, faz isso comigo de novo não!


AA0961 – O voo maldito

08/06/2009

Essa é mais uma colaboração do meu amigo Thiago Borges. Não basta ser o funcionário do mês da B2B Magazine, com esse post aqui, o moço levantou a audiência do blog hehehehe

Uma cidade de cenário paradisíaco, um aeroporto e quarenta passageiros à espera do voo prometido. Essa história não aconteceu exatamente em um coletivo, mas em virtude de um. Esqueça todos os filmes de terror sobre viagens aéreas que você já viu. Isso aqui é real e aconteceu comigo.

Depois de cinco dias cobrindo um evento para nerds em San Francisco, retornei pra casa. O check-out do hotel tinha de ser feito até o meio-dia. Como as palestras do evento começavam as 08h30 da manhã, precisei acordar às 07h30 para tomar banho e desocupar o quarto. Depois de um dia cheio, eu e um outro jornalista brasileiro que também tava por lá fomos para o aeroporto da cidade.

De lá, voaríamos para Miami às 23h35. Detalhe: chegamos um pouco cedo demais no aeroporto – três horas de antecedência!!! Deu tempo de dormir, ir ao banheiro, comer, dormir de novo, ir ao banheiro de novo… Enfim, embarcamos. Cinco horas de viagem, mais o fuso horário, chegamos em Miami na sexta às 07h30 da manhã. Mais quatro horas e meia de espera até pegar o avião pra Sampa. Pensei comigo: “Tudo bem, quatro horas passam rápido”.

Quase meio-dia: tripulação preparada, passageiros dentro do avião. Voo vazio, quarenta pessoas só… que beleza! Dava pra cada passageiro pegar três poltronas e fazer uma cama. Pensei de novo: “Opa, umas onze da noite já vou tá em casa, de banho tomado e janta na mesa”. Bom demais para ser verdade. Depois de dar um rolê na pista, o avião parou. O piloto avisa: “Temos problemas técnicos, mas resolveremos em poucos minutos”. Ficamos mais de uma hora parados com um calor do Senegal dentro da aeronave. E lá vem o piloto de novo: “Nosso sistema de ar condicionado está com problemas e todos os passageiros terão de desembarcar com seus pertences até arrumarmos”.

Lá vamos nós, cada um com sua bagagem de mão, de volta pra sala de embarque. No caminho, uma mocinha muito simpática com travesseiro debaixo do braço comentava sobre o avião da AirFrance que sumiu no Atlântico. “Logo, logo os corpos começam a boiar”. Isso lá é conversa de quem acaba de sair de um avião que teve problemas técnicos antes da decolagem?

Pediram mais duas horas de espera. Beleza. Pra quem já tava ali há sete horas, mais duas não matariam ninguém. Deu quatro e meia da tarde e nada de volta pra casa. Uma chuva digna das enchentes do Norte e Nordeste caía do lado de fora. Somos comunicados que o voo foi cancelado e que partiríamos junto com a galera do voo seguinte, às 20h15. Porra! Por que não falaram antes? Dava pra passar o dia inteiro na praia!

Pra “compensar” toda a espera, a companhia deu um vale-refeição de 10 dólares pra cada passageiro. Eu, cansado de comer pizza, hamburguer e hot dog, andei o aeroporto inteiro atrás de comida de verdade. No fim, comi uma lasanha mesmo. Como a rede wi-fi do aeroporto era paga, o jeito era passar o tempo fazendo novos amigos e testar cada poltrona da sala de embarque. Me senti o próprio Tom Hanks no filme “O Terminal”.

Às 21h30, mais de uma hora após o previsto, decolamos. Chegamos em Guarulhos às 07h30 da manhã de sábado – ou seja, 48 horas depois de tomar meu último banho. Mas se tava ruim, podia piorar. Imagine, por exemplo, se eu estivesse com uma gripe suína, ou se fosse barrado pela alfândega ou, sei lá, que extraviassem minha mala. Pois é. Não é que, na hora de pegar as bagagens na esteira, a galera do voo maldito ficou de mãos abanando? Todo mundo fazendo filinha na frente do balcão da companhia pra reclamar. Tinha só um cara pra atender 40 pessoas. Deu duas opções, ainda: podíamos aguardar a mala ser entregue em casa ou esperar o próximo voo.

Não pensei duas vezes: fui pra casa! Peguei o táxi e outro tormento: trânsito do diabo na 23 de maio. No fim, fui chegar em casa mais de onze da manhã de sábado, depois de 52 horas sem banho. E as malas? Só chegaram no domingo.


Da Austrália para o Brasil, com uma PEQUENA escala

23/04/2009

O post de hoje foi escrito pela amiga Cris Mazeica, que padeceu numa escala histórica na África…

Pegando o “bonde” do seu amigo Ivan, lembrei-me do meu fatídico voo de volta da Austrália, onde é obrigatória a escala no aeroporto de Johanesburgo, África do Sul. Como bem disse seu amigo, viagem longa deveria ser feita sempre na primeira classe, mas como diz minha prima Beth: “pobre é uma água” e quando viaja, tem que ir de econômica mesmo. rsrs

Como já estava “escolada” em viagens longas, reservei um assento na “saída de emergência”, onde não há poltronas na frente, assim poderia esticar minhas pernas, cruzá-las, enfim, tentar fazer um voo de aproximadamente 19 horas (fora as outras 17, da Austrália até a África) um pouco mais “confortável”. Pois bem, assim que foi chamado meu voo, entrei no avião toda feliz sabendo que, finalmente, conseguira um lugarzinho mais espaçoso pra poder me acomodar. Assim que entro no corredor indicado e procuro o número da minha poltrona, me deparo com uma africana tamanho GG bem no meu assento. Pensei: “Só podia ser comigo mesmo!” e, gentilmente, gastando todo o meu “vocabulary”, expliquei a ela que ali era meu lugar e pedi para que ela procurasse o seu, como indicado na passagem.

Só depois que gastei todo o meu verbo “to be” e servi de entretenimento para toda a tripulação da classe econômica, a infeliz (que ficou o tempo todo quietinha, só ouvindo) vira pra mim e diz: “Pode falar em português, no meu país fala-se o seu idioma”. Meu… naquela hora queria não ter toda a classe e educação que recebi para, isso sim, literalmente, jogá-la da minha poltrona, apesar de ser um tanto quanto difícil conseguir mover uma mulher daquele tamanho. É claro que a infeliz não queria sair de jeito nenhum da minha poltrona, dizendo que ali seria mais confortável pra ela. Não quero parecer chata, mas depois de ter viajado quase 20 horas eu não tinha compaixão por mais ninguém além de mim, que só queria fazer um voo tranquilo e sentar na poltrona que era minha de direito, afinal, para isso é que existe numeração indicada.

Como se já não bastasse o show gratuito para os passageiros, tive que chamar a aeromoça que, para meu espanto, não tomou nenhuma atitude em relação a sua conterrânea e saiu andando com cara de paisagem… Simples assim. Uma brasileira, que estava sentada na poltrona ao lado, dirigiu-se à africana e disse: “Não se preocupe, troque comigo! As pessoas não têm educação mesmo (como se a mal educada em roubar o lugar alheio fosse eu). E ainda pra completar minha fúria, a brasileira ficou, pelo menos até meu “santo dramin” fazer efeito, desabafando a completa “falta de educação e gentileza das pessoas” (e tudo isso, alternando com olhares de desaprovação à minha pessoa). Fora o fato dela ter ocupado todo o espaço reservado para guardar minha bagagem de mão e eu ter que pedir um lugarzinho para guardar minhas coisas ao passageiro da fileira ao lado.

Ah, já ia me esquecendo de contar o ápice da história. Na metade do voo, a infeliz ainda teve a cara-de-pau de me dizer: “Se você não for usar seu travesseiro, dá que eu uso”, isso porque eu estava com ele no colo, descansando o braço, já que a 2×2 ficava com a “asa” aberta ocupando praticamente meu pequenino e quase aconchegante espaço, é mole?! Cada uma…


Batizado

13/04/2009

A nova categoria fez tanto sucesso que já recebi duas contribuições de amigos-leitores. O texto de hoje é do Ricardo Muza, que adora tirar um sarro, mesmo que coloque em risco um voo… Boa leitura!!!

Noite de sábado. Num vôo da TAM com destino a Salvador, Bahia, para um evento da firma.

O avião estava quase vazio, com menos de 20 pessoas pela minha memória. Eu já havia notado, na partida, que a comissária que fez aquele procedimento explicativo sobre uso das máscaras de oxigênio, cinto e etc, tinha dado algumas risadas durante sua fala, o mesmo acontecendo quando fomos fazer uma escala em Porto Seguro.

Curioso e sempre disposto a uma brincadeira, perguntei para um colega dela qual o motivo da graça e ele explicou tratar-se do primeiro vôo da garota e que eles ficavam na parte de trás fazendo gracejos para provocá-la.

Bem…daí a pensar em uma estratégia prá entrar na farra foi questão de segundos. Pedi ao comissário que conseguisse alguma coisa que sugerisse algo estranho prá aprontar com ela, no que fui atendido com um saquinho com papel e guaraná dentro, formando uma massa de aparência bem ruim.

O comissário também nos passou toda a ficha dos procedimentos, dizendo que a colega novata seria a primeira a passar pelo corredor tão logo decolássemos de Porto Seguro.

Comecei a simular um mal-estar, tossindo muito e me agitando na poltrona, de forma que ela percebesse.

Feita a decolagem, continuei simulando passar mal, quando a garota enfim chegou perto da poltrona onde eu estava e meu companheiro a chamou, “pedindo ajuda”.

Nesse momento eu passei o saquinho com aquela maçaroca prá ela, e, quando ela o segurou, dei um jeito de apertar por baixo prá que o conteúdo vazasse em suas mãos.

Não dá prá descrever a cara de nojo que ela fez, instante em que os colegas, já avisados, fotografaram a cena.

Todos os passageiros caíram na risada e a comissária, hoje já experiente, deve lembrar-se desse dia até hoje…e eu também…rs


Pilhado no voo

06/04/2009

A história de hoje é do meu grande amigo Ivan Oliveira, um ótimo cronista, sempre com “causo” pra contar. O post dele inaugura uma nova categoria do blog: avião. Divirtam-se!

Eu já disse para a minha amiga Caty que faltam aqui algumas aventuras em avião que, afinal, também é coletivo. Viagem de avião, especialmente as mais longas, só têm glamour pra quem viaja de Primeira Classe. Nós, da coletividade espremida em 50 cm de largura, perdemos o encanto no primeiro voo.

Lembro-me da minha primeira viagem internacional. Seria um longo trecho, 12 horas e meia confinado numa cabine cheia onde ainda se permitia fumar, naquela época. No começo é tudo festa, você conhece seu(s) companheiro(s) de poltrona com quem irá passar todo esse tempo se roçando, mesmo que não queira. Durante meia hora até rola uma conversa interessante. Mas daí acaba o assunto e você ainda tem mais 12 horas pela frente.

Por essas e outras, fui aprendendo a me preparar e me comportar. Primeiro: leve com vc um livro – e só um, porque não tem onde por mais – e um daqueles travesseiros infláveis para colocar em volta do pescoço. Tome bastante água antes de embarcar e use o banheiro também antes de embarcar. Tenha uma garrafinha para abastecer com água logo antes do embarque, porque eles vão demorar para servir alguma coisa. E uma hora antes do embarque, tome um Dramin. Ele dá um sono lascado e, se for que nem eu, você estará dormindo antes da decolagem.

Agora, não exagere. Em minha última viagem longa eu fiz a besteira da minha vida. Pensei assim: “Cara, eu vou é dormir muito. Estou cansado.” Uma coisa que os especialistas falam é que, em voos longos, você precisa se exercitar, levantar de tempos em tempos dar uma caminhada, porque vários fatores podem levá-lo a uma trombose. Enfim, como eu queria dormir muito, ao invés de um, tomei 2 Dramin. Realmente queria capotar. Mas sou um cara consciente, “safo”, “viajado”… rs… Se eu ia dormir tanto, precisava cuidar da circulação, já que eu iria ficar desacordado no meu cantinho por um bom tempo.

Escolhi o assento com cuidado – uma janela na primeira fila, último lugar aonde uma comissária iria me incomodar para tentar servir o fabuloso jantar. (Se bem que o vinho era bom…). Uma hora antes de embarcar, tomei os 2 Dramin e um comprimido de ácido acetil-salicílico (AAS), que ajuda a melhorar a circulação sangüínea e, assim, não teria de me preocupar com os exercícios. Este foi o erro fatal: nunca consultei um médico para saber, mas acho que o AAS e os Dramin, mais o vinho, reagiram de alguma forma que me deixaram PILHADO!!!! Mais que pilhado, agoniado! Minha vontade era a de sair correndo, correndo, correndo, sem parar, até acabar minha energia. Mas eu estava confinado numa poltrona junto à janela, com duas senhoras extra-large bloqueando a passagem até o corredor, dormindo profundamente. AAAAAAAAAAAHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu não sabia o que fazer!!! Se a janelinha do avião abrisse, acho que eu tentava passar por ela. O coração disparado, meu corpo tremendo e eu chutando vigorosamente a parede à minha frente!! Teve uma hora que eu consegui, sei lá como, colocar os pés para cima, perto da luz de leitura e fiquei quase de cabeça para baixo. Eu chamava os comissários pelo sinal de luz, mas estavam todos dormindo – ou me ignorando mesmo. Isso tudo aconteceu lá pela 5ª hora de voo. Eu ainda tinha mais 7 horas me esperando. Graças a Deus o efeito daquela loucura passou após uma hora – ou duas, ou vinte minutos, já nem sei, tamanho era o meu desespero! Mas passou e eu dormi profundamente. E aprendi a lição: nunca misture todas as dicas de viagem. Isso pode ser irremediável!


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