Passei um final de semana no Rio de Janeiro na casa de uns amigos e pela primeira vez peguei ônibus e metrô pela cidade maravilhosa. Perdidaça, quando voltava para casa num dos dias, me aproximei da lotação na saída do metrô para confirmar o trajeto com o motorista. E antes que ele pudesse esboçar uma resposta, um passageiro prontamente me respondeu que o ônibus passava pela rua que eu queria.
Satisfeita, entrei no veículo, paguei a passagem e o sujeito me ajudou a virar a catraca. Quanta gentileza! Uma outra senhora entrou, mesmo gesto.
O motorista começou a andar e, de repente, leva uma fechada. “Esses motoristas são uns folgados, onde já se viu fazer isso?!?”, exclamou o nosso amigo ao motorista da lotação, tentando ser solidário.
Mais pra frente, um pequeno engarrafamento. “Joga uma canhota aí, motorista”, opinou o prestativo passageiro, indicando o melhor caminho, em sua opinião, claro.
Depois de uns 15 minutos de viagem, ele avisa: “A sua rua é logo aqui. É só atravessar no semáforo e seguir reto. Pára aí, motorista, pra moça descer!” Não era nem ponto, mas o motorista obedeceu direitinho! “Muito obrigada”, devolvi pro cara, engolindo uma risada.
Acho que o motorista teve que dividir o ordenado do dia com o coadjuvante!
Essa eu não conhecia.