A história de hoje aconteceu com a minha prima Cristina Cirelli. Usuária assídua do transporte coletivo para fazer tudo, menos visitar a nossa vó (ocasião em que ela pega carona com meus tios ou meu primo), ela vivencia momentos memoráveis…
Almoço da mama não é necessariamente na cantina italiana. Estou sentada no ônibus, indo de Higienópolis – bairro de gente diferenciada – rumo ao Ipiranga, e o lugar vago ao meu lado foi ocupado por uma senhora, com seus 80 e tantos anos. A filha dela sentou-se no banco da frente.
Mal se acomodou no banco, a vovozinha, na maior naturalidade do mundo, saca a marmita da bolsa, no maior estilo bóia fria, e, ali mesmo, sem cerimônias e muito menos higienizar as mãos com álcool gel, começa a degustar sua macarronada, acompanhada de arroz e coxas de frango. Sim, coxas de frango, que sabemos bem o quão oleosas são e necessitam das mãos para serem bem apreciadas. Ela não via a hora de entrar no ônibus para fazer sua refeição.
Não acreditando na cena, meu estômago tratou de me convencer da veracidade da cena hilária e começou a embrulhar. Para evitar que ânsia virasse vômito, imediatamente mudei de lugar. Enquanto a senhora literalmente almoçava , a filha, mais modesta, estava apenas pesticando uns biscoitos de polvilho.
Quando já estava satisfeita e com o prato devidamente raspado – provavelmente seguindo o conselho que dá aos seus netinhos e bisnetinhos – a senhorinha imediatamente foi fazer companhia à sua filha para “filar” os biscoitos, dando início à sessão “sobremesa”, devorando ferozemente o pacote.
Para fechar a cena requintada, só faltou tubaína e palito de dente.
Pára tudo que eu quero descer!!!!!!! Urgh!!
Ainda nao acredito que vivenciei essa cena!!! Urgh!