Ano novo, vida nova… ao contrário de 2011, quando só publiquei dois posts neste blog que outrora quase me catapultou à fama, 2012 promete muitos posts hilários, meus fiéis e queridos leitores!!!!
Bem, vamos à história de hoje. Quinta-feira, 29/12/2011. Local: Terminal Rodoviário do Jabaquara. Destino: Santos-Ponta da Praia. Horário: 11h10. É, minha gente, ante-véspera da virada, o busão (quase) lotaaaaado partiu rumo à Baixada com os tradicionais 10 minutos de atraso e, de repente, o motorista para. Não tinha andado nem 1km. Sobe um passageiro. Andou mais um pouco e nova parada. Mais um passageiro. Olhei pra trás e vi que, agora sim, o ônibus estava lotado e seguiria viagem, só parando novamente no pedágio e na rodoviária de Santos. Ledo engano. Acompanhem a saga.
Até chegar ao pedágio, foi um congestionamento daqueles. Sei lá eu quanto tempo levou, mas depois, pegamos a Anchieta e seguimos bem pela estrada até que… o motô parou. “Mas por que raios esse homem parou de novo de novo???” pensei. “Olha a cocada!!!”, anunciou a ambulante da Cota 200, respondendo minha pergunta. Percorreu o busão todinho vendendo a tal cocada, se equilibrando entre uma curva e outra da sinuosa estrada de Santos. Essa pra mim não era novidade, umas vezes aí outras mocinhas subiram pra vender também. Embora o carro estivesse cheio, a venda foi fraca. Lá vai o motorista parar de novo pra vendedora descer, acho eu, na Cota 400. É por essas e outras razões muito mais nobres, como as questões da recuperação da Mata Atlântica, que acho o máximo o projeto do Governo do Estado de São Paulo de desocupar as Cotas em Cubatão.
Finalmente chegamos a Santos! Mas quando, ainda sonolenta da viagem, eu achava que dali do Saboó pra rodoviária seria apenas um pulinho, nova parada. Eis que adentra uma moça com a cara pintada de palhaço e seu fiel escudeiro, segurando uns cartões. “Boa tarde, genteeeeeeee!!!!! Desculpa incomodar a viagem de vocês, mas é que eu trabalho pra companhia de teatro XYP…”, apresentou-se a incômoda intrusa, acordando o ônibus inteiro que estava na maior harmonia silenciosa.
“Mas era só o que me faltava!!!!!”, disparou a elegantérrima mulher que estava ao meu lado. “Você está me incomodando sim!”, esbravejou pra tal palhaça, que bem da sem-graça pediu desculpas, mas seguiu importunando todos os passageiros, vendendo os tais cartões postais sob o duvidoso “nobre propósito” de arrecadar fundos para manter o grupo teatral. Entrei na conversa da minha vizinha e recordei de outras vezes que já havia presenciado vendedoras de cocada, mas que permitir a entrada desses pilantras já era um pouco demais, pelo menos para um ônibus de viagem com passagem cara e que promete um mínimo de conforto na viagem.
Nós duas concordamos em telefonar para o SAC da Ultra (empresa de ônibus em questão) para registrar a reclamação. Deixei passar o ano novo e liguei. O número do SAC impresso na passagem (0800-771-1126) não atendeu nenhuma vez. E foram várias as tentativas em dias e horários diferentes. Aí liguei para a garagem no outro número impresso na passagem. Me atendeu o Eduardo, um rapaz simpático, que disse ter anotado minha reclamação, com as informações da viagem, para dar encaminhamento. “É, moça, os motoristas não podem deixar esses vendedores entrarem, é proibido e foge totalmente às nossas orientações. Olha, hoje mesmo alguém deve te ligar para dar uma posição”. Até hoje estou esperando um retorno.
Eu Iria ficar muito puto se tivesse pegado o onibus do Jabaquara. Os padrões baixaram demais!
É a vida o motorista também precisa levar a sua graninha, ou quem sabe a sua cocadinha de cada viagem… os passageiros que se danem… rs
olha a cocada!!!!!
É o fim ne prima?!
é por essas e outras que não abro mão do meu japinha!!!
Pedro, lembra daquele post que eu comentei contigo que iria escrever sobre uma certa pessoa que dormia horrores no Cota 200??? Pois bem, vou escrevê-la muito em breve e te aviso hahaha bjos