Gente… pense numa falta de sorte. E de grana. E das duas coisas somadas ou melhor: multiplicadas por cem… Estava euzinha com “dez real” no bolso, atrasada para ir para a faculdade. Cheguei no ponto e o primeiro busão que servia, passou batido. FELA. Pensei alto.
Acho que o castigo realmente vem voando. E que praga de urubu, roda, roda e cai no mesmo c*… Bueno, o outro busão chegou rapidinho. Logo, fui em direção à catraca e dei os meus únicos R$ 10. O cobrador olhou, pegou, apertou, arranhou com a unha, olhou de novo contra a luz e soltou: “essa nota é falsa. Pode pagar de outro jeito ou descer no próximo”. E eu: “moço, acabei de sacar essa nota no banco…”.
O grosso: “quer discutir comigo que pego em dinheiro o dia todo? Desça logo.” Peguei a grana de volta, desci, e, ainda atrasada, passei no metrô para carregar o bilhete único. E veja só rapaz: Eles não só aceitaram a nota, como ainda conferiram naquele detector de dinheiro falso. A nota valia… pense numa raiva de quem ficou esperando mais 40 minutos para pegar outro ônibus? PENSE!
Outro episódio foi um pouco pior. Eu estava com apenas cinco reais (ando pobre mesmo). Fui carregar antes o bilhete único. Na hora em que eu estava na boca do caixa, o sistema caiu. Mas o moço da cabine disse: “pode ficar tranquila que carregou, mas eu não consigo te dar o comprovante”.
Agradeci e parti. Esperei uma fábula pelo ônibus e sentei na parte da frente. Como estava sem dinheiro, pensei: “quanto mais tempo eu ficasse na parte da frente, mais tempo teria para voltar sem pagar”. E a viagem era longa: fui da Paulista à Pirituba.
Logo, só quando estava chegando ao destino (depois de quase uma hora dentro do busão), fui passar pela catraca. O que aconteceu? Bilhete sem crédito. Falei para o cobrador que havia acabado de carregar o bilhete e ele:
“Você está com o papelzinho do comprovante?” Daí expliquei a situação da falta de sistema. E o cabra: “xi, dançou neném. O cara embolsou sua grana. Mas pode descer onde você precisa, pela porta da frente”. Eu agradeci e esperei chegar no ponto.
Pense numa falta de sorte (e grana)?
Bjs,
Bobbie.
Escrito por bobiesalles
Escrito por Catarina
Escrito por bobiesalles 