A falta de grana (e de sorte)

29/09/2009

Gente… pense numa falta de sorte. E de grana. E das duas coisas somadas ou melhor: multiplicadas por cem… Estava euzinha com “dez real” no bolso, atrasada para ir para a faculdade. Cheguei no ponto e o primeiro busão que servia, passou batido. FELA. Pensei alto.

Acho que o castigo realmente vem voando. E que praga de urubu, roda, roda e cai no mesmo c*… Bueno, o outro busão chegou rapidinho. Logo, fui em direção à catraca e dei os meus únicos R$ 10. O cobrador olhou, pegou, apertou, arranhou com a unha, olhou de novo contra a luz e soltou: “essa nota é falsa. Pode pagar de outro jeito ou descer no próximo”. E eu: “moço, acabei de sacar essa nota no banco…”.

O grosso: “quer discutir comigo que pego em dinheiro o dia todo? Desça logo.” Peguei a grana de volta, desci, e, ainda atrasada, passei no metrô para carregar o bilhete único. E veja só rapaz: Eles não só aceitaram a nota, como ainda conferiram naquele detector de dinheiro falso. A nota valia… pense numa raiva de quem ficou esperando mais 40 minutos para pegar outro ônibus? PENSE!

Outro episódio foi um pouco pior. Eu estava com apenas cinco reais (ando pobre mesmo). Fui carregar antes o bilhete único. Na hora em que eu estava na boca do caixa, o sistema caiu. Mas o moço da cabine disse: “pode ficar tranquila que carregou, mas eu não consigo te dar o comprovante”.

Agradeci e parti. Esperei uma fábula pelo ônibus e sentei na parte da frente. Como estava sem dinheiro, pensei: “quanto mais tempo eu ficasse na parte da frente, mais tempo teria para voltar sem pagar”. E a viagem era longa: fui da Paulista à Pirituba.

Logo, só quando estava chegando ao destino (depois de quase uma hora dentro do busão), fui passar pela catraca. O que aconteceu? Bilhete sem crédito. Falei para o cobrador que havia acabado de carregar o bilhete e ele:

“Você está com o papelzinho do comprovante?” Daí expliquei a situação da falta de sistema. E o cabra: “xi, dançou neném. O cara embolsou sua grana. Mas pode descer onde você precisa, pela porta da frente”. Eu agradeci e esperei chegar no ponto.

Pense numa falta de sorte (e grana)?

Bjs,

Bobbie.


Chiclete com Banana? Não com cabelo!

07/09/2009

Depois de um longo período sem histórias novas, publicamos hoje a hilária história de Natália Oliveira, uma nova amiga e jornalista que também enfrente o transporte coletivo de Sampa com o mesmo bom-humor que eu e a Bobie. Divirtam-se!

O sol está quente, daqueles que empapam a blusa de suor. No ponto, lotado, desconto a ansiedade de chegar em casa num chiclete, sem gosto, que mastigo. Enquanto isto, torço para que o ônibus chegue logo e vazio. Depois de vinte minutos ele chega.

 

Por um momento desconfio que o motorista ganha comissão por passageiro. Tem tanta gente, mas tanta gente que as barras superiores do coletivo se tornam inúteis, o corpo a corpo não permite qualquer movimento e acaba por garantir a segurança de possíveis tombos.

 

Os aromas se misturam e se acentuam com a temperatura que não dá trégua. Ao ritmo da lombada, o cobrador pede insistentemente para os passageiros “darem um passinho para traz, por favor”. As pessoas espirram, tossem, reclamam e dividem com sonorização o que comeram nas últimas refeições.

 

Não sei quanto tempo depois, mas chegou à hora de descer. Afundo o botão com vontade e, depois de deixar a poltrona que consegui há pouco, parei atrás do Black suado. Inconsciente, descobri o chiclete, sem gosto, no fundo da boca. Aproveitei o trânsito para pensar na vida.

 

Em frações de segundos, o rosa claro ficou listado de preto. O macio falso no crespo. O meu chiclete no cabelo do cara, cara que entrou suado no ônibus, ônibus que tava lotado e agora o que eu faço? Meu chiclete no cabelo do cara, o cara que ia descer e metade do chiclete na minha boca e a outra metade no cabelo do cara e a mulher do lado que não para de rir e que ideia idiota de fazer bola, parece que eu não bato bem da bola e agora o que eu faço?

 

Já sei. Tentei desgrudar, não deu e não tive coragem para deixar. Passei a quebrar os fios grudados no chiclete, alguns com a mão, outros com o ranger dos dentes, para disfarçar fui puxando tudo para dentro, cabelo, chiclete e uma boa mastigação para ninguém reparar. Antes das portas abrirem tava tudo na minha boca, assim como um bom segredo que não dá para contar. Desci ainda mastigando para ninguém reparar, mas uma boa história não dá para deixar de contar. Até já!


A doce timidez

21/06/2009

Essa aconteceu com uma amiga e, luxuosamente, inaugura uma nova categoria de coletivos nesse blog: a de elevadores. Pois bem, essa amiga é incrível de tão simpática. Então… simpática, na verdade, é um elogio que cabe bem à moça.

Ela diz que é tímida, usa aquele velho-golpe de que só se solta com a gente… mas veja só. Estavam no elevador do prédio que eu moro: Bruna, Ericã, Gabi, Fifi e um morador desconhecido de todos.

Assim que entraram soltaram um “boa noite”. Coagido, o moço respondeu, ao menos, e ficou no canto. Mal a porta fechou, eis que a Bruna, a mulé simpatia (porém tímida e tals rs…), sente um cheiro de bala. E “phynna”, dispara:

- Pode me dá, que eu to sentindo cheiro de bala.

E o Fifi:

 - Não sou eu que estou com bala…

Todos os outros fizeram silêncio. A bala, C L A R O, estava com o moço desconhecido, que nem ligou pra cena, nem para oferecer uma balinha pra a menina.

Os quatro desceram antes dele e quase morreram de rir.

Pode?

Bjs,

Bobbie.

P.S.: Vou publicar isso também no Gente, foi horrível, por razões óbvias. 


AA0961 – O voo maldito

08/06/2009

Essa é mais uma colaboração do meu amigo Thiago Borges. Não basta ser o funcionário do mês da B2B Magazine, com esse post aqui, o moço levantou a audiência do blog hehehehe

Uma cidade de cenário paradisíaco, um aeroporto e quarenta passageiros à espera do voo prometido. Essa história não aconteceu exatamente em um coletivo, mas em virtude de um. Esqueça todos os filmes de terror sobre viagens aéreas que você já viu. Isso aqui é real e aconteceu comigo.

Depois de cinco dias cobrindo um evento para nerds em San Francisco, retornei pra casa. O check-out do hotel tinha de ser feito até o meio-dia. Como as palestras do evento começavam as 08h30 da manhã, precisei acordar às 07h30 para tomar banho e desocupar o quarto. Depois de um dia cheio, eu e um outro jornalista brasileiro que também tava por lá fomos para o aeroporto da cidade.

De lá, voaríamos para Miami às 23h35. Detalhe: chegamos um pouco cedo demais no aeroporto – três horas de antecedência!!! Deu tempo de dormir, ir ao banheiro, comer, dormir de novo, ir ao banheiro de novo… Enfim, embarcamos. Cinco horas de viagem, mais o fuso horário, chegamos em Miami na sexta às 07h30 da manhã. Mais quatro horas e meia de espera até pegar o avião pra Sampa. Pensei comigo: “Tudo bem, quatro horas passam rápido”.

Quase meio-dia: tripulação preparada, passageiros dentro do avião. Voo vazio, quarenta pessoas só… que beleza! Dava pra cada passageiro pegar três poltronas e fazer uma cama. Pensei de novo: “Opa, umas onze da noite já vou tá em casa, de banho tomado e janta na mesa”. Bom demais para ser verdade. Depois de dar um rolê na pista, o avião parou. O piloto avisa: “Temos problemas técnicos, mas resolveremos em poucos minutos”. Ficamos mais de uma hora parados com um calor do Senegal dentro da aeronave. E lá vem o piloto de novo: “Nosso sistema de ar condicionado está com problemas e todos os passageiros terão de desembarcar com seus pertences até arrumarmos”.

Lá vamos nós, cada um com sua bagagem de mão, de volta pra sala de embarque. No caminho, uma mocinha muito simpática com travesseiro debaixo do braço comentava sobre o avião da AirFrance que sumiu no Atlântico. “Logo, logo os corpos começam a boiar”. Isso lá é conversa de quem acaba de sair de um avião que teve problemas técnicos antes da decolagem?

Pediram mais duas horas de espera. Beleza. Pra quem já tava ali há sete horas, mais duas não matariam ninguém. Deu quatro e meia da tarde e nada de volta pra casa. Uma chuva digna das enchentes do Norte e Nordeste caía do lado de fora. Somos comunicados que o voo foi cancelado e que partiríamos junto com a galera do voo seguinte, às 20h15. Porra! Por que não falaram antes? Dava pra passar o dia inteiro na praia!

Pra “compensar” toda a espera, a companhia deu um vale-refeição de 10 dólares pra cada passageiro. Eu, cansado de comer pizza, hamburguer e hot dog, andei o aeroporto inteiro atrás de comida de verdade. No fim, comi uma lasanha mesmo. Como a rede wi-fi do aeroporto era paga, o jeito era passar o tempo fazendo novos amigos e testar cada poltrona da sala de embarque. Me senti o próprio Tom Hanks no filme “O Terminal”.

Às 21h30, mais de uma hora após o previsto, decolamos. Chegamos em Guarulhos às 07h30 da manhã de sábado – ou seja, 48 horas depois de tomar meu último banho. Mas se tava ruim, podia piorar. Imagine, por exemplo, se eu estivesse com uma gripe suína, ou se fosse barrado pela alfândega ou, sei lá, que extraviassem minha mala. Pois é. Não é que, na hora de pegar as bagagens na esteira, a galera do voo maldito ficou de mãos abanando? Todo mundo fazendo filinha na frente do balcão da companhia pra reclamar. Tinha só um cara pra atender 40 pessoas. Deu duas opções, ainda: podíamos aguardar a mala ser entregue em casa ou esperar o próximo voo.

Não pensei duas vezes: fui pra casa! Peguei o táxi e outro tormento: trânsito do diabo na 23 de maio. No fim, fui chegar em casa mais de onze da manhã de sábado, depois de 52 horas sem banho. E as malas? Só chegaram no domingo.


Saúde, moça!

05/06/2009

Esse tempinho frio que tem feito (e eu adoro), me lembrou de uma história batuta. Aliás, me lembrou de outra coisa agora e eu vou abrir parênteses para colocar aqui “Senhores usuários de transporte coletivo (exceto avião, por razões óbvias rs…): aqui vai um pedido de coração para a galera que, como eu, vive nos coletivos: tentem abrir as janelas dos veículos. Sério… me dá raiva aquele monte de gente respirando o mesmo ar (sem contar outros sentimentos e tals…) além de ser prejudicial para a saúde, ok?

Bem, recado dado… vamos lá!

Estava euzinha em um vagão meio vazio do Metrô de São Paulo. Estava, como diria a minha mãe, “gripando” e com uma tosse “canina”. Tossia e tossia e tossia… mal conseguia respirar. Num ato de cavalheirismo (ou de tráfico mesmo, vai saber…), uma criatura levantou, atravessou parte do vagão e me ofereceu um remédio.

Eu, quase sem conseguia falar, mas com um esforço enoooooorme, falei:

- Não precisa, moço.

E ele:

- Aceite, é vitamina C. E sacou uma garrafinha d’água para que eu tomasse o remédio.

Achando tudo aquilo deveras esquisito, insisti:

- Moço, não precisa, de verdade. Eu vou ficar bem.

E a criatura:

- Sim, se tomar o remédio, vai ficar melhor ainda e mais rápido.

E eu, novamente (depois de tossir horrores):

- Olha, não quero. Não precisa. É só uma “tossinha”.

E foi aí que o mais abusado começou:

- Acho melhor você aceitar. Eu andei parte do vagão porque estava ouvindo você tossir. (e eu pensando: os incomodados que se retirem… rs…).
Eu queria ter respondido:

- Não costumo aceitar remédios de estranhos, nem no Metrô, nem em lugar nenhum. Você pode ser um “trafica” que resolveu me viciar em algo rs…

Mas disse, com uma sacada (ou não) “genial”:

- Estou tomando dois antibióticos, mais injeção e faço inalação duas vezes por dia.

Se ele ficou satisfeito (ou não) com a minha resposta, não sei. Mas saiu resmungando.

Soltei um “muito obrigada” alto e ele desceu.

Cada um que aparece, não?

Bjs,

Bobbie.


Eu poderia estar matando…

22/05/2009


Essa é uma colaboração do Thiago Borges, superprofissional que trabalha comigo na redação. O amigo pegou duas cenas impagáveis sobre vendedores ambulantes no busão. Confira:

Que o desemprego ta pegando geral, todo mundo sabe. E o pessoal apela pra tudo quanto é solução. Vender qualquer coisa no ônibus já é negócio antigo, mas o comerciante precisa de uns macetes para conquistar a clientela. 

Ontem mesmo, voltando pra casa depois da faculdade, um sujeito com um pacote de balas na mão entra no ônibus, passa embaixo da catraca e começa seu discurso baseado em técnicas de operador de telemarketing. “Pessoal, desculpe estar atrapalhando a sua viagem…”.

Os passageiros, acostumados com a mesma historinha de sempre, nem deram bola. E o distinto vendedor continuou: “Vai estar passando na mão de vocês um lançamento, blábláblá…”.

No final, vendo que toda a ladainha dita até então não fizera nenhum efeito, ele apela pela última vez: “Pessoal, eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, eu poderia estar na cama comendo a sua mulher, mas estou aqui pedindo sua colaboração”. Rapidinho um monte de gente comprou bala do maluco.

Me fez lembrar uma outra situação em que um outro cara, cheio de tatuagem, mal encarado, o genro que nenhuma sogra gostaria de ter, entrou no busão e começou: “Pessoal, é o seguinte: saí da cadeia faz uma semana, tô desempregado, a sociedade não me ajuda e eu vou meter bala em todo mundo aqui! Tem bala de menta, bala de café, bala de iogurte…”. Quem não teve um infarto na hora, virou cliente dele.

Pra vender precisa ter técnica. O baguio tá tão profissional que daqui a pouco vai ter até workshop pra quem quer trabalhar na área.


“Porta-bolsa”

03/05/2009

Esta cena foi clicada por Alexandre Barbosa.

 

Colocar no chão? Nem. Carregar no colo? Por que? Seus problemas acabaram! Veja a sacada genial da colega Luci Novaes, também usuária do 178L – Lausane – Hosp. Clinicas…

trivialidades_bolsa


O passageiro (im)paciente

30/04/2009

Hoje a história é da amiga Andréia Franzotti. Como já disse neste blog o Alex Barbosa, a era do bilhete único, pra que mesmo serve um cobrador?!?!

O ônibus em que estava desce uma avenida antes de entrar na Av. Jaguaré. O semáforo na entrada da Jaguaré é um tanto demorado, mas o ponto de ônibus fica imediatamente após a curva. Dia desses, ônibus lotado e parado aguardando o sinal verde, um passageiro se aproxima da porta e pede ao cobrador:
- Por favor, avisa pro motorista que eu preciso descer.
- Só no ponto, senhor.
- Você não tá entendendo, tô passando mal. Preciso descer agora. Abre a porta.
Sem nem olhar para o homem, o cobrador não se dignou a responder uma segunda vez.
Eu estava para passar a catraca e vi que o homem já estava verde. Ele pediu mais uma vez, já com voz de quem não estava aguentando.
- Cobrador! Abre a porta!
Nenhuma resposta. Antes que o ônibus pudesse se mover por conta do semáforo aberto, o homem “lavou” o ônibus. Eu olhei para o cobrador bem séria e disse:
- É. Ele estava falando a verdade.


Da Austrália para o Brasil, com uma PEQUENA escala

23/04/2009

O post de hoje foi escrito pela amiga Cris Mazeica, que padeceu numa escala histórica na África…

Pegando o “bonde” do seu amigo Ivan, lembrei-me do meu fatídico voo de volta da Austrália, onde é obrigatória a escala no aeroporto de Johanesburgo, África do Sul. Como bem disse seu amigo, viagem longa deveria ser feita sempre na primeira classe, mas como diz minha prima Beth: “pobre é uma água” e quando viaja, tem que ir de econômica mesmo. rsrs

Como já estava “escolada” em viagens longas, reservei um assento na “saída de emergência”, onde não há poltronas na frente, assim poderia esticar minhas pernas, cruzá-las, enfim, tentar fazer um voo de aproximadamente 19 horas (fora as outras 17, da Austrália até a África) um pouco mais “confortável”. Pois bem, assim que foi chamado meu voo, entrei no avião toda feliz sabendo que, finalmente, conseguira um lugarzinho mais espaçoso pra poder me acomodar. Assim que entro no corredor indicado e procuro o número da minha poltrona, me deparo com uma africana tamanho GG bem no meu assento. Pensei: “Só podia ser comigo mesmo!” e, gentilmente, gastando todo o meu “vocabulary”, expliquei a ela que ali era meu lugar e pedi para que ela procurasse o seu, como indicado na passagem.

Só depois que gastei todo o meu verbo “to be” e servi de entretenimento para toda a tripulação da classe econômica, a infeliz (que ficou o tempo todo quietinha, só ouvindo) vira pra mim e diz: “Pode falar em português, no meu país fala-se o seu idioma”. Meu… naquela hora queria não ter toda a classe e educação que recebi para, isso sim, literalmente, jogá-la da minha poltrona, apesar de ser um tanto quanto difícil conseguir mover uma mulher daquele tamanho. É claro que a infeliz não queria sair de jeito nenhum da minha poltrona, dizendo que ali seria mais confortável pra ela. Não quero parecer chata, mas depois de ter viajado quase 20 horas eu não tinha compaixão por mais ninguém além de mim, que só queria fazer um voo tranquilo e sentar na poltrona que era minha de direito, afinal, para isso é que existe numeração indicada.

Como se já não bastasse o show gratuito para os passageiros, tive que chamar a aeromoça que, para meu espanto, não tomou nenhuma atitude em relação a sua conterrânea e saiu andando com cara de paisagem… Simples assim. Uma brasileira, que estava sentada na poltrona ao lado, dirigiu-se à africana e disse: “Não se preocupe, troque comigo! As pessoas não têm educação mesmo (como se a mal educada em roubar o lugar alheio fosse eu). E ainda pra completar minha fúria, a brasileira ficou, pelo menos até meu “santo dramin” fazer efeito, desabafando a completa “falta de educação e gentileza das pessoas” (e tudo isso, alternando com olhares de desaprovação à minha pessoa). Fora o fato dela ter ocupado todo o espaço reservado para guardar minha bagagem de mão e eu ter que pedir um lugarzinho para guardar minhas coisas ao passageiro da fileira ao lado.

Ah, já ia me esquecendo de contar o ápice da história. Na metade do voo, a infeliz ainda teve a cara-de-pau de me dizer: “Se você não for usar seu travesseiro, dá que eu uso”, isso porque eu estava com ele no colo, descansando o braço, já que a 2×2 ficava com a “asa” aberta ocupando praticamente meu pequenino e quase aconchegante espaço, é mole?! Cada uma…


Batizado

13/04/2009

A nova categoria fez tanto sucesso que já recebi duas contribuições de amigos-leitores. O texto de hoje é do Ricardo Muza, que adora tirar um sarro, mesmo que coloque em risco um voo… Boa leitura!!!

Noite de sábado. Num vôo da TAM com destino a Salvador, Bahia, para um evento da firma.

O avião estava quase vazio, com menos de 20 pessoas pela minha memória. Eu já havia notado, na partida, que a comissária que fez aquele procedimento explicativo sobre uso das máscaras de oxigênio, cinto e etc, tinha dado algumas risadas durante sua fala, o mesmo acontecendo quando fomos fazer uma escala em Porto Seguro.

Curioso e sempre disposto a uma brincadeira, perguntei para um colega dela qual o motivo da graça e ele explicou tratar-se do primeiro vôo da garota e que eles ficavam na parte de trás fazendo gracejos para provocá-la.

Bem…daí a pensar em uma estratégia prá entrar na farra foi questão de segundos. Pedi ao comissário que conseguisse alguma coisa que sugerisse algo estranho prá aprontar com ela, no que fui atendido com um saquinho com papel e guaraná dentro, formando uma massa de aparência bem ruim.

O comissário também nos passou toda a ficha dos procedimentos, dizendo que a colega novata seria a primeira a passar pelo corredor tão logo decolássemos de Porto Seguro.

Comecei a simular um mal-estar, tossindo muito e me agitando na poltrona, de forma que ela percebesse.

Feita a decolagem, continuei simulando passar mal, quando a garota enfim chegou perto da poltrona onde eu estava e meu companheiro a chamou, “pedindo ajuda”.

Nesse momento eu passei o saquinho com aquela maçaroca prá ela, e, quando ela o segurou, dei um jeito de apertar por baixo prá que o conteúdo vazasse em suas mãos.

Não dá prá descrever a cara de nojo que ela fez, instante em que os colegas, já avisados, fotografaram a cena.

Todos os passageiros caíram na risada e a comissária, hoje já experiente, deve lembrar-se desse dia até hoje…e eu também…rs